Março Azul: a prevenção que não faz barulho — mas pode mudar seu futuro (colonoscopia e saúde intestinal)

Você faz revisão do carro antes de pegar estrada? Atualiza o antivírus do celular mesmo sem sinal de problema? Troca o filtro do ar-condicionado antes de começar a espirrar?

Então por que tanta gente deixa o intestino “rodando no escuro”, esperando algum sintoma aparecer — se, muitas vezes, o intestino não dá aviso alto?

O Março Azul é a campanha de conscientização e prevenção do câncer colorretal (câncer de intestino grosso). E a mensagem é direta:

Rastreamento é prevenção ativa.
Não é “procurar doença”. É evitar surpresas e aumentar as chances de resolver cedo — quando o caminho costuma ser mais simples.


🟦 1) O câncer colorretal pode começar pequeno (e silencioso)

Muita gente imagina que um câncer sempre “aparece com sinais claros”. Na prática, o câncer colorretal pode começar como pólipos, que são lesões geralmente benignas. O ponto é que alguns pólipos podem evoluir com o tempo.

Aqui vai uma analogia que ajuda:

🔧 A colonoscopia é como uma revisão completa com mecânico + scanner + câmera.
Ela permite ver por dentro o que nenhum exame “de fora” mostra com a mesma precisão — e, em muitos casos, agir durante o exame, removendo pólipos quando indicado.

Pense assim:

  • Não é só “ver se tem algo”.
  • É checar cedo e, quando possível, interromper o problema antes dele crescer.

🟦 2) Quando começar? O padrão mais aceito hoje: a partir dos 45 anos (risco médio)

Para pessoas sem sintomas e com risco médio, o rastreamento do câncer colorretal é amplamente adotado a partir dos 45 anos em diretrizes internacionais.

📌 Se você está nos 40+, faça essa pergunta prática:

“Eu já conversei com meu médico sobre rastreamento aos 45?”

Porque saúde estratégica não é “resolver quando aparece”. É se antecipar quando ainda está tudo bem.

Importante: o exame e a frequência ideais dependem do seu caso. O que é padrão para risco médio pode mudar se existir história familiar, sintomas ou outras condições.


🟦 3) Colonoscopia: a “câmera de segurança” do seu cólon

Se o intestino fosse uma casa, a colonoscopia seria como instalar câmeras nos cômodos que você não vê — e que, justamente por isso, podem esconder infiltrações.

E aqui tem um ponto que muda a forma como muita gente enxerga o exame:

🎥 A colonoscopia não é só diagnóstico. Em muitos casos, ela também pode ser terapêutica (por exemplo, com remoção de pólipos quando indicada). Ou seja, dependendo do achado, o exame pode ser uma forma de prevenir.

Agora, vamos falar do que realmente faz muita gente adiar:

😟 “Eu tenho medo do preparo.”
O preparo é a etapa que mais gera ansiedade. Só que, na maioria das vezes, o medo vem do desconhecido. Com orientação adequada, passo a passo e uma equipe que explica com clareza, a experiência tende a ficar muito mais previsível e mais tranquila do que a mente imagina.

Clique aqui e veja o artigo sobre o preparo para o exame de colonoscopia.


🟦 4) Uma história rápida: nem todo mundo está na “estrada padrão”

Imagine que sua saúde é uma viagem.

Para a maioria das pessoas, existe uma placa bem objetiva:

🪧 “Aos 45, faça a revisão do intestino.”

Só que nem todo mundo está na estrada padrão. Algumas pessoas estão em um trajeto com mais curvas — e aí as placas aparecem antes.

🟨 Placa 1: “Atenção — risco familiar”

Se você tem história familiar importante, pode precisar começar antes. Exemplos:

  • Pai, mãe, irmão ou filho com câncer colorretal (especialmente se o diagnóstico foi mais cedo)
  • Vários familiares com pólipos importantes ou câncer de intestino

🟨 Placa 2: “Acompanhar mais de perto”

Quem já teve pólipos ou achados prévios pode precisar de seguimento com intervalos diferentes do padrão.

🟨 Placa 3: “Luz no painel — não adie”

Alguns sintomas não são para “observar mais um pouco”. São para investigar. Exemplos:

  • Sangue nas fezes (mesmo que seja “de vez em quando”)
  • Mudança do hábito intestinal por semanas (diarreia, prisão de ventre ou alternância entre as duas situações)
  • Dor abdominal persistente, inchaço frequente, sensação de evacuação incompleta
  • Perda de peso sem explicação
  • Anemia (falta de ferro) ou cansaço fora do normal sem causa clara

🟨 Placa 4: “Rota especial”

Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, costumam ter recomendações específicas de acompanhamento.

📌 Um detalhe essencial:
⚠️ Sintoma não é rastreamento. Sintoma é investigação.
Rastreamento é para quem está bem e quer se antecipar. Sintomas são “luz no painel”: vale avaliar com orientação médica.


🟦 5) Prevenção de verdade tem duas pontas: “ver por dentro” e “cuidar por fora”

A saúde intestinal não é um evento. É um sistema.

E aqui entra uma conexão muito inteligente: unir a visão de quem enxerga por dentro com a estratégia de quem cuida do corpo como um todo.

🧩 Pense assim:

🗺️ O mapa (Endoscopia / Colonoscopia)
Mostra o terreno real. Sem achismo. Sem “vamos ver”.

O combustível (Nutrologia)
Ajuda a melhorar o ambiente onde sua saúde acontece todos os dias: hábitos, alimentação, metabolismo, inflamação, composição corporal, deficiências nutricionais, rotina.

Ou, em uma frase:

🔑 Não adianta ter o melhor GPS se você insiste em colocar combustível ruim.
E também não adianta “comer perfeito” se você nunca faz a revisão do que está acontecendo por dentro.

Por isso faz sentido conectar as habilitações do Dr. Breno Nogueira:

  • 👨‍⚕️ Membro Titular da SOBED (Endoscopia Digestiva)
  • 🔬 Realiza colonoscopia diagnóstica e terapêutica e endoscopia digestiva alta diagnóstica e terapêutica
  • 🧠 Título de Especialista em Nutrologia (AMB/ABRAN)

Essa integração permite um cuidado mais completo: clareza no exame + estratégia no dia a dia.


🔷 6) Março Azul é sobre futuro (e sobre liberdade)

Você não faz rastreamento por medo.
Você faz por liberdade.

Liberdade de não ser pego de surpresa.
Liberdade de cuidar cedo.
Liberdade de transformar “e se?” em “eu me antecipei.”

🔵 Seu intestino não tem sirene.
A colonoscopia é o alarme que você escolhe instalar antes do incêndio.


🟩 Se você tem 45 anos ou mais, converse com seu médico sobre rastreamento do câncer colorretal e avalie o melhor exame para você — incluindo a colonoscopia, quando indicada.

E se você quer um cuidado “de dentro para fora”, faz sentido pensar em um plano completo: ver, entender e agir.

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